Empréstimos: qual a melhor opção?

Tema(s): Financeiro, Lucro Presumido, Simples Nacional

Todos sabemos da importância dos recursos financeiros para dar prosseguimento às atividades de uma empresa, principalmente no que se refere ao equilíbrio do caixa ou, até mesmo, à expansão das atividades. No entanto, quando a situação do caixa está desfavorável, ou seja, as saídas previstas a curto prazo superam as entradas, muitos empreendedores acabam agindo por impulso, abandonando tudo o que conhecem sobre organização e gestão financeira.

Em meio a necessidade, esses empresários pegam qualquer empréstimo oferecido pelas instituições bancárias, sem analisar as necessidades momentâneas do empreendimento, os riscos e, em alguns casos, até as taxas de juros são ignoradas. Não é à toa que três a cada dez empresas abertas não sobreviverem aos dois primeiros anos em atividade, segundo o Sebrae. Por isso, resolvemos abordar nesse tópico os principais empréstimos disponíveis no mercado, bem como dicas para que você faça a melhor escolha.

Cheque especial

Essa modalidade de empréstimo é a grande vilã de muitas empresas e pessoas físicas. Pesquisa realizada pelo Procon-SP revela que, em média, os bancos cobram 149,9% ao ano (ou 7,93% ao mês) no cheque especial, tornando uma das opções mais onerosas do mercado. Embora tenha inúmeras desvantagens, o bom uso desse modelo pode ser benéfico.

Se a sua empresa se encontra em uma situação emergencial, mas que poderá ser resolvida em poucos dias, os juros certamente compensarão. Até porque, se você for optar pelos empréstimos, impostos como o IOF e a taxa de contrato podem pesar um pouco mais nas suas contas.

Leasing

O leasing é uma excelente forma para que você adquira os bens duráveis necessários para o desenvolvimento da sua empresa, como máquinas, veículos e equipamentos. A principal característica desta modalidade é a possibilidade de escolher o bem e pagar à vista, o que facilita bastante a negociação com os fornecedores, reduzindo preços.

Com isso, você terá a possibilidade de fazer o uso do bem escolhido e a adquiri-lo efetivamente ao final do prazo de pagamento, que geralmente é após um ou dois anos, o que representa um ganho tributário muito importante. As taxas de juros, por outro lado, costumam ser baixas, mas variam muito de banco para banco, então é melhor pesquisar.

Antecipação de recebível

Como o nome já diz, a antecipação de recebível nada mais é que do que a transformação de vendas a prazo, parcelamentos a receber de cartões e cheques pré-datados, em capital de forma rápida. Em vez de receber uma parcela em 30 dias, por exemplo, você adiantará o recebimento, o que facilitará muito o pagamento de dívidas no curto prazo.

Na verdade, não se trata bem de um empréstimo, mas, sim, de uma forma para receber com antecedência os valores já esperados por você, mediante o desconto da instituição bancária. Lembre-se, quanto menor o valor desta operação, menores costumam ser as taxas de juros cobradas pelo banco, já que o risco é diminuído. Além disso, essa modalidade só é indicada caso os descontos não representem um gasto maior que os juros de um empréstimo.

Empréstimos

Aqui, vale a pena apostar em instituições governamentais, como o BNDES, que oferecem incentivos para as empresas. Para isso, você deve estruturar um plano de negócios, ou seja, uma apresentação a respeito do público-alvo do segmento de mercado; os lucros obtidos com o negócio; a precificação das mercadorias ou serviços; dentre outros.

Quanto mais detalhado e seguro for o plano, menores serão as taxas de juros, mas normalmente estão fixadas em torno de 5%. Está é uma boa solução caso você queira consolidar um capital de giro ou até mesmo modernizar a sua empresa.

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