Por que é vantajoso para o empresário recolher o pró-labore?

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Tema(s): Abrir empresa, Contabilidade, Empreendedorismo, Lucro Presumido, Simples Nacional

Nada mais gratificante do que receber o salário após um mês de muito trabalho e dedicação. No caso dos empresários, essa remuneração pode vir através dos dividendos, isto é, da divisão dos lucros da empresa, ou por meio do pró-labore, ou seja, a definição de um salário fixo entre os sócios que possuam algum cargo efetivo na empresa, realizando atividades administrativas.

Muitos sócios misturam as contas pessoais com as empresariais. Isso é um erro, pois afeta diretamente o controle financeiro da empresa, impedindo que o empresário tenha uma visão analítica sobre a saúde financeira da empresa. Não ter pró-labores definidos é outro erro muito comum cometido por pequenos empresários. Assim, imagina-se que a empresa possui um custo fixo menor do que realmente é, já que os pró-labores não entram nesta lista de despesas.

Dentre as modalidades de remuneração, no entanto, definir um pró-labore é uma maneira muito eficaz para garantir estabilidade e um futuro próspero para os sócios ativos. Para esclarecer melhor esse ponto, elaboramos esse artigo com o objetivo de mostrar o lado vantajoso de se recolher o pró-labore.

Garantir uma aposentadoria para o empresário

Sim, o pró-labore, em alguns aspectos, lembra o salário habitual dos funcionários da empresa. Uma das semelhanças é que, através dessa modalidade, os empresários que possuírem funções efetivas no empreendimento, destinarão um percentual dos rendimentos ao INSS, que será pago na fonte. Dessa forma, eles podem assegurar mais tranquilamente suas aposentadorias.

Lembre-se também que se um sócio exerce funções administrativas dentro da empresa, ele obrigatoriamente terá que realizar contribuições ao INSS. Caso isso não ocorra, pode ser que o próprio INSS determine um valor arbitrário a ser pago numa eventual fiscalização, o que é mais um motivo para definir o pró-labore.

Não misturar contas pessoais com as empresariais

Erro bastante comum em empreendimentos de pequeno e médio porte, a mistura entre finanças pessoais e as finanças da empresa pode ser bastante perigosa. Além de perder a dimensão da rentabilidade efetiva da empresa, o empresário que faz esse tipo de manobra pode até mesmo criar problemas com o fisco, que não saberá como interpretar as demonstrações contábeis da organização.

Essa é outra razão para se definir de forma clara o salário dos sócios. Além de serem contabilizados como uma despesa fixa na maioria dos casos, o que facilitará muito o planejamento financeiro e as previsões contábeis, o empresário conseguirá ter um controle maior sobre suas finanças, estabelecendo metas reais de vendas e gerando despesas que não comprometam a saúde econômica do negócio.

Evitar problemas com o fisco

Existem muitos empreendedores que se utilizam da tática de reduzir o pró-labore ao salário mínimo para evitar o INSS e o IR que recairão sobre os seus rendimentos, aumentando desta forma os dividendos da empresa.

Se o sócio de um empreendimento possui o cargo de direção e recebe apenas um salário mínimo, por exemplo, a empresa pode ser enquadrada em uma eventual fiscalização trabalhista, o que trará como consequências a aplicação de multas e sanções à empresa.

Além disso, existe uma prática ilegal onde empresas contratam seus próprios sócios como funcionários. Assim, após um período de tempo, a empresa demite os sócios/funcionários, que podem passar a receber o seguro desemprego. Não caia nessa! Essa prática é ilegal.

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